Dor compartilhada com os amigos que desconheço
Uma negação desesperadora que me causa a mais angustiante dor.
Senão este copo de bebida, o que seria de mim?
Pouco mais do que um trapo jogado em um canto…
Um rato perdido em um esgoto escuro e imundo…
Ou seja, pouco além daquilo do que sou.
Um pastel murcho na feira da manhã seguinte,
A vadia ébria da noite passada,
O vômito jogado na privada esquecido pela ressaca.
Quanta dor posso suportar?
O quanto devo refletir?
A que ponto posso me julgar?
Para qual caminho vou me levar?
Sou tão incerto quanto posso supor,
Porém tão correto quanto imagino ser.
Minha “alma” urge por uma razão
E meu desatino se torna a solução.
Mais um copo, e prometo encontrar a resposta.
Mas lembre-se: promessas são dívidas!
E dívidas nem sempre são pagas!
Pois é, meu amigo, você foi enganado!
Porém, há uma problema: eu também fui!
Quanta dor posso suportar?
O quanto devo refletir?
A que ponto posso me julgar?
Para qual caminho vou me levar?
Segure em minhas mãos e vamos caminhar.
Mas não lhe prometo momentos gloriosos.
Pois só posso lhe proporcionar,
Toda a infinita segurança que não possuo.
O meu império foi construído em bases fracas,
A areia era grossa demais, e as pedras, muito ralas…
Alguma coisa faltava. Porém, eu não sabia.
Meus vizinhos avisaram. Eu não ouvi.
Pobre de mim.
Quanta dor posso suportar?
O quanto devo refletir?
A que ponto posso me julgar?
Para qual caminho vou me levar?
Mais um verso que segue doloroso
Mais uma linha que surge como um martírio.
Até quando irei postergar a dor?
Palavras difíceis que, ingenuamente, tentam distorcer
Tudo aquilo que enxergo como sofrimento.
Os amigos que não conheci não diriam isso.
Mas eles bem saberiam o que dizer.
Afinal, eles são quem são.
E somente a eles é a quem eu dedico esses versos.
Por isso repito:
Quanta dor posso suportar?
O quanto devo refletir?
A que ponto posso me julgar?
Para qual caminho vou me levar?
“sou tão sincero quanto posso supor”
foi assim que li da primeira vez e prontamente concordei!
é isso ae, leo!
suas palavras são extremamente coesas e legais! [já li um conto seu, lembra?]
nunca pare de escrever!!
Meu Deus do céu!!!! Que é isso? Parece que você descreveu como eu me sinto praticamente 24 horas por dia!!!! Eu nem sabia como explicar a mim mesma isso tudo!!!! Gostei muito, apesar de ser triste reconhecer que não sou a única que sente esta dor.
Bjos.